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Rita Maria & Filipe RaposoThe Art of Song Vol. 2
Entre o sagrado e o profano
O segundo volume de «The Art of Song» parte das influências musicais que moldaram artisticamente Rita Maria e Filipe Raposo e que coabitam num território próprio — o da música erudita, do jazz e do cancioneiro tradicional.
Os ritos e os mitos têm desempenhado uma função de procura e ligação ao profundo, de regresso à origem. Nas sociedades arcaicas, abrir a terra com um arado ou derrubar uma árvore tinha os ritmos de uma sacralidade latente: existe uma pulsão unificante, onde tudo é sagrado e profano.
Com canções colhidas de épocas e contextos distintos, o programa evidencia a força telúrica do canto na socialização, na passagem de conhecimento e nos rituais do trabalho e da religião. Organiza-se por temáticas: as Deusas e os Homens, os Ritos e o Trabalho, as Mãos e os Frutos, da Vida e do Amor, do Berço à Cova, num Eterno Retorno.

Rita Maria & Filipe Raposo — The Art of Song Vol. 2 · Foto © Abel Andrade (fotograma de vídeo)
«Uma chuva não é só chuva no momento em que cai. […] É a memória dos afectos evaporando.»
Programa
Seleção do alinhamento do disco e do concerto do Cistermúsica (Alcobaça, 30 de novembro de 2024).

Gravado na Igreja de Santa Maria de Idanha-a-Velha, de 8 a 11 de outubro de 2023, com Idalina Gameiro (voz e adufe), Emília Antunes (adufe) e as Adufeiras do Rancho Etnográfico de Idanha-a-Nova.
Quem sobe ao palco
Cantora e compositora; Prémio de Artista do Ano nos Prémios RTP/Festa do Jazz 2018.
Pianista, compositor e orquestrador; pianista residente da Cinemateca Portuguesa desde 2004.

Foto © Abel Andrade (fotograma de vídeo)
O duo
Rita Maria estudou canto lírico no Conservatório Nacional, em Lisboa, jazz na Escola de Jazz do Barreiro e na ESMAE, no Porto, e, como bolseira, na Berklee College of Music, em Boston. Deambula entre a improvisação do jazz, a música tradicional, o experimentalismo e a world music, e partilhou o palco com músicos como Mário Laginha, Carlos Bica, João Paulo Esteves da Silva e Sara Serpa. Recebeu o Prémio de Artista do Ano nos Prémios RTP/Festa do Jazz 2018, é cofundadora da editora RODA e curadora do Festival Theia.
Filipe Raposo, pianista, compositor e orquestrador, é mestre em Jazz Piano Performance pelo Royal College of Music de Estocolmo e licenciado em Composição pela Escola Superior de Música de Lisboa. Pianista residente da Cinemateca Portuguesa desde 2004, colaborou com Sérgio Godinho, José Mário Branco, Amélia Muge e Vitorino, concluiu em 2025 a Trilogia das Cores para piano solo e recebeu nesse ano a Biznaga de Plata de Melhor Música no Festival de Málaga.
Em Idanha-a-Velha



Palcos e festivais
Lançado ao vivo no Centro Cultural da Malaposta, em Odivelas, no dia da edição do disco, o programa passou por Idanha-a-Nova, Valletta, Alcobaça e Odemira.
O que escreveram
Partindo das influências musicais que moldaram artisticamente o percurso de ambos, entre a música erudita, o jazz e o cancioneiro tradicional, oferecem-nos um álbum fascinante.
António Branco · jazz.pt · 2024[…] demonstra à saciedade, se necessário fosse, a espantosa flexibilidade vocal de Rita Maria, com o pianista a aditar toda uma nova camada emocional.
António Branco · jazz.pt · 2024[…] uma proposta audaz que nos reconcilia com a mais primordial natureza humana, tão aviltada nos tempos que correm.
António Branco · jazz.pt · 2024
Leve «The Art of Song vol. 2» ao seu palco.
